06 Dezembro 2012
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O mundo das artes e a cultura do
trabalho perderam o legendário arquiteto e comunista Oscar Niemeyer.
Figura da maior grandeza, que marcou o século XX com a sua arte e
ciência, mas também com as ideias pelas quais lutava com convicção.
O arquiteto comunista, com seus traços,
colocou o Brasil na modernidade do mundo. Sua obra marcou a arquitetura
na Europa, na África, na Ásia, no Líbano e na América. Sua genialidade
se espalhou pelo Brasil em obras que refletiam as curvas, a luz e a
suavidade da liberdade no traço do concreto que era erguido pelos
trabalhadores, em prol dos quais lutou por toda uma vida. Ao projetar
Brasília, Niemeyer afirmava que não bastava criar uma cidade, era
preciso mudar o sistema que apartava os trabalhadores de sua obra.
Mas o homem, militante comunista, tinha a
estatura de sua obra. Entrou para o nosso Partido em 1945, lutou contra
a repressão da ditadura militar, sendo desterrado para a França. Lá
militou no Partido dos fuzilados, dos que heroicamente resistiram ao
nazismo, o histórico Partido Comunista Francês, sendo o construtor da
sede daqueles comunistas.
Sempre esteve ao lado do progresso da
humanidade. Apoiou a revolução bolchevique e o Estado operário na URSS,
sempre esteve ao lado de Cuba socialista, e quando a revolução
democrática e socialista venceu a opressão na Argélia, para lá foi o
militante comunista brasileiro, construir universidades e prédios para
atender aos interesses dos trabalhadores.
Niemeyer esteve ao lado de gigantes do
século XX: foi amigo dos comunistas Fidel Castro, Pablo Neruda, Luiz
Carlos Prestes, Jorge Amado, Jean-Paul Sartre e José Saramago. Apoiou
todas as lutas dos trabalhadores em seu tempo, militante sempre
solidário, altivo e disposto a lutar pelo socialismo.
Quando o nosso Partido foi atacado pelo
liquidacionismo, no IX congresso em 1991, lá estava ele, no plenário do
auditório da UERJ para dizer: “Enquanto houver miséria e opressão, ser
comunista é a nossa decisão”.
Após a ruptura com os liquidacionistas,
que viraram as costas para a história, em 1992, Oscar Niemeyer foi
eleito o presidente de honra do PCB.
Sua luta, sua história, seu compromisso
com o marxismo e o socialismo, assim como a sua arte e ciência marcaram
indelevelmente a memória do tempo presente.
Camarada Oscar Niemeyer, presente!
Rio, 06 de dezembro de 2012.
Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro (PCB)
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